segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reflexos da inocência # 13

          O título Reflexos da inocência define bem o tema do filme de Billie Walsh, mas também passa a limitá-lo, tirando dele o que poderia se ter como maior inspiração. Joe Scott ( Daniel Craig) é um ator em crise que vive consumindo drogas, bebidas e praticando orgias. Ele não vê sua família há anos e sua relação menos distante é com a empregada.
           Pela falta de expressão de Daniel Craig, ele realmente é a escolha para o personagem: Um homem frio, indiferente e solitário - um James Bond sem armas.
          O argumento do filme é este - mostrar, através de flashbacks, como um passado conturbado pode destruir o futuro de alguém. O conflito acontece logo quando ele recebe um telefonema da mãe falando que seu melhor amigo de infância faleceu. A partir daí esperamos dessas lembranças momentos de amizade, amor e família. Porém as lembranças são fracas e não chegam a emocionar ( Afinal, ele já abandonou tudo há mais de 25 anos, que ligação ainda restaria com os outros ?)
           Há interpretações notáveis no filme ( Miriam Karlin, Jodhi May, Felicity Jones ), os momentos de nostalgia são bons, principalmente pela trilha sonora e algumas cenas muito bem filmadas. Mas a proposta é de um filme "inocente", né? Deveria tocar- Com toda aquela reviravolta e uma grande sensação de que assistimos a algo grande, pois é o que tudo indicava. Mas nada disso acontece.

Nota: 6/10
Direção:  Billie Walsh
Elenco: Daniel Craig, Felicity Jones
País:  Inglaterra
Gênero: Drama
Ano: 2008

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